Disfunção eréctil/Disfunção Orgástica

Sabia que todos os homens têm ereções noturnas?

Desde a gestação dentro da barriga da mãe o sistema reprodutor masculino é autónomo, sendo muito comum ver em ecografias fetos com ereções.

Na vida adulta é possível confirmar essa mesma autonomia, quando estamos perante um caso de homens paraplégicos que conseguem ter ereções (apesar de curtas) podendo na mesma vir a ser pais.

Ao contrário das mulheres, que têm um tempo muito limitado para poderem se reproduzir, os homens são possíveis reprodutores até ao fim da sua vida, sendo que produzem espermatozoides de 90 em 90 dias.

Já as mulheres nascem com todos os óvulos que libertarão mensalmente durante a sua idade fértil.

Todos os homens têm ereções noturnas (se não tiverem nenhum problema fisiológico), é durante o sono REM (rapid eyes moviment) que se dá a ereção e dura 5 a 15 minutos, em média 3 a 5 vezes por noite, sendo comum o despertar nesta fase do sono. Alguns desconhecem este facto.

A ereção matinal também é muito comum e ocorre devido à bexiga pressionar a próstata, ocasionando a ereção até ao esvaziamento da mesma. Quando este tipo de ereção não sucede é recomendável procurar um especialista porque algo pode não estar bem.

Desde sempre o pénis é uma das maiores preocupações masculinas, na infância através de medições de tamanho e na fase adulta através de comparações de experiências relatadas por amigos ou por falsos mitos, muitas vezes influenciados pela pornografia que retratam experiências inatingíveis.

O apetite sexual varia muito conforme as crenças, educação, pensamento e faixa etária.

No caso da mulher, uma das condicionantes para atingir o orgasmo, é uma educação onde o sexo seja tabu, sendo muito mais difícil soltar-se mentalmente durante a relação sexual, podendo trazer dificuldade em atingir o orgasmo.

O orgasmo feminino requer descontração, abertura de espaço para a fantasia, libertação e sentir-se segura de si.

O facto de se sentir bem com o seu corpo é um dos maiores entraves para a libertação e orgasmo feminino. Pensamentos como “será que estou gorda? Será que ele repara na celulite?” acabam por criar uma distração do acto sexual, ficando presa nesses pensamentos e não usufruindo da situação.

As fantasias no acto sexual também são muito importantes para a mulher, tais como a idealização da relação com o parceiro e o seu envolvimento afectivo, sem esquecer as expectativas que tem perante o acto sexual.

A disfunção orgásmica na mulher na maioria das vezes é psicológica devido a todos estes factores.

Para a mulher o acto sexual tem uma componente muito mais complexa do que para o homem, devido também ao diferente processamento do seu cérebro.

No cérebro da mulher a experiência sexual tem muitas dimensões e uma delas é a afetiva, não querendo isto dizer que uma mulher tem que se apaixonar para ter uma relação sexual, contudo tem que ter algum ponto de ligação que não apenas o físico.

O “flirt” é também uma questão cada vez mais vivida como necessidade para as mulheres de hoje em dia.

Sentir se cortejada ou desejada quando em casa muitas vezes o parceiro já nem olha para ela.

A fuga da rotina, o desejo de se sentir amada e a falta de comunicação leva cada vez mais mulheres a serem frígidas em casa e boas amantes fora dela. Procuraram cada vez mais um parceiro fora da relação.

O toque e todo o desenvolvimento sensorial durante a relação sexual tem uma função afrodisíaca para a mulher, os preliminares também são muito importantes para a relação fluir.

O típico pensamento, de que a mulher tem menos necessidade de sexo do que o homem, também já começa a ser destronado pelo novo conceito, que tanto homens como mulheres têm diferentes níveis de apetites sexuais, dependendo não do género mas sim do indivíduo em si.

Há homens mais sexuais que mulheres e vice versa.

Nos sites de encontros extraconjugais, são as mulheres que lideram como sendo as mais frequentadoras.

O número de consumidoras de pornografia também têm vindo cada vez mais a crescer.

A mulher pode também ter transtornos fisiológicos. Temos o caso da dispareunia (dor genital durante o ato sexual), Vaginismo (contração involuntária dos músculos próximos à vagina que impedem a penetração do pénis), Fobia ou aversão sexual (pânico e sentimento de repulsa diante de relações sexuais ou que levem ao sexo).

Estes factores podem advir de questões físicas e hormonais, tais como diabetes, doenças cardíacas, neurológicas, alcoolismo, tabaco e abuso de drogas.

Medicamentos tais como a pílula também podem reduzir o desejo sexual na mulher, devido à ciproterona, um tipo de progesterona sintética que interfere na produção da testosterona necessária para o aumento da libido.

No homem também a disfunção erétil e orgásmica pode ter as duas vertentes, a psicológica e fisiológica.

A componente psicológica tem uma dimensão muito grande para o homem também influenciado por crenças, educação e factores sociais. Uma educação rígida pode causar disfunção eréctil e algumas fases da vida do homem.

Pensamentos como “homem que é homem não pode falhar uma ereção”, “o homem tem que conquistar todas as mulheres” ou perguntas como “será que estou a dar-lhe prazer?” podem influenciar de tal forma a performance de um indivíduo que basta por exemplo ter uma falha na ereção uma vez para ser uma bola crescente de falhas posteriores, porque estará tão absorvido nos seus pensamentos que se irá distrair do acto sexual, não metendo a ereção, como consequência torna esta falha num ciclo vicioso.

A pressão que o homem tem em relação à sua própria ereção e consistência dela são muito grandes, podendo provocar um efeito contrário nele.

As expectativas partilhadas entre amigos muitas vezes também distorcem a realidade, assim como quererem ser os protagonistas em casa do que é visto na pornografia, uma realidade não possível, visto que de todo não corresponde à realidade, criando assim falsas crenças sobre a sexualidade.

O stress, as preocupações familiares ou de trabalho podem também influenciar a ereção e o próprio orgasmo. O indivíduo está distraído e não concentrado no acto em si.

A sua auto estima e a sua perspectiva de si como homem também influenciam o seu libido.

A faixa etária também influencia muito a performance sexual já que fisiologicamente a ereção tanto em consistência como em número de vezes e duração da mesma diminui conforme a idade, o que não quer dizer que a relação seja menos prazerosa para o homem ou para a mulher, mas será diferente.

Problemas psicológicos tais como ansiedade/depressão também poderão trazer muitas vezes dificuldades provocando a ejaculação precoce ou disfunção erétil e falta de libido.

Os factores físicos também podem condicionar a ereção, doenças vasculares, problemas neurológicos, diabetes, problemas hormonais, causa urológica obstrutiva, hipotonias de esfíncter externo, infecções genitais, proctite ou fimose.

Os factores físicos podem ser aumentados pela repercussão emocional ou pelos maus hábitos de vida, fumar, beber ou dormir pouco, já que o pénis é um órgão que funciona através da irrigação do sangue.

A ajuda médica deve ser importante no caso das disfunções passando por vertente médica e psicológica. Ginecologistas , urologistas, médicos e psicólogos serão ferramentas importantes no despiste e tratamento destas questões.

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